
Como sempre acontece todos os anos, o mundo da internet está em polvoroso na segunda metade de novembro. Não há outro motivo que não seja a tão famosa Black Friday, a sexta-feira logo depois do feriado mais famoso dos “States”: O Dia de Ação de Graças, onde milhares de lojas norte americanas fazem diversas promoções e queimas de estoque com os produtos mais desejados dos estadunidenses.
O crescimento do comércio digital nos últimos tempos fez com que a data tipicamente norte americana ganhasse força também em outros países do mundo. Até mesmo, desde 2010, empresas brasileiras têm entrado nessa onda de superofertas, atraindo consumidores que nem sequer conheciam o tão famoso “feriado”.
Mas, pessoal, vocês por acaso conhecem a origem e a história dessa data? Claro que é o máximo poder comprar todos os eletrônicos, smartphones e notebooks que sempre sonhamos pela metade do preço, mas não nos fará mal nenhum conhecer um pouco dessa tradição, onde ela nasceu e porque é tão popular nos EUA e no resto do mundo. Então, vamos entender um pouco como começou toda essa farra de compras?
O Passado é um tanto quanto confuso

A origem por trás da Black Friday é um pouco cinzenta e confusa pois não há, oficialmente, um marco inicial ou uma data certa. Dizem as más línguas que a “Sexta-feira Negra” surgiu após duas grandes instituições financeiras americanas, no final do século XIX, quebrarem no mesmo dia durante a corrida do ouro, coincidentemente, numa sexta-feira, claro.
Para o linguista estadunidense Benjamin Zimmer, a Black Friday foi um termo utilizado para retratar diversos tipos de desastres. Para ele, o termo Black Friday foi utilizado nos anos 90, na Filadélfia, quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças (embora isso não seja comprovado). Havia sempre milhares de pessoas e congestionamentos enormes, já que era a abertura da temporada de compras para o Natal. Ao mesmo tempo que isso era a maior dor de cabeças para os agentes da lei, por outro lado, era a felicidade dos varejistas, que faziam diversas promoções para atrair as pessoas.
O termo já foi associado com a crise financeira que atingiu os EUA em 1869, quando o pânico do ouro, na sexta-feira negra de 24 de setembro dquele ano, foi causado pelos esforços de dois investidores, Jay Gould e seu parceiro James Fisk, também chamado de anel de ouro, para dominar o mercado de ouro e estabelecer os preços na Bolsa de Nova York. O escândalo ocorreu durante a Presidência de Ulysses S. Grant, cuja política era vender ouro do Tesouro em intervalos semanais para quitar a dívida nacional, estabilizar o dólar e impulsionar a economia. O país passou por tremenda agitação durante a Guerra Civil e ainda não estava totalmente recuperado socioeconomicamente.
Também passou a ser usado em 1966 por milhares de pessoas em todo o mundo, mas somente se popularizou em 1975, quando o uso do termo passou a ser conhecido por meio de publicações de jornais, divulgando-se a época de conforto financeiro para os milhares de lojistas do país. Alguns anos depois, a Black Friday foi o nome usado pelos varejistas para indicar o período de maior faturamento e desde então é a data mais agitada do varejo nos EUA.
Black ou Big Friday?

Na mesma Filadélfia, ano após ano, os policiais ficavam frustrados com todo aquele caos no tráfego e loucura, causado naquele dia, e começaram a se referir à data como Black Friday, de um modo um tanto negativo. Porém, os lojistas não gostaram nada de serem associados ao trânsito caótico, à poluição e a toda aquela agitação popular de maneira negativa. Eles, então, decidiram realocar o termo para “Big Friday” (A Grande Sexta-feira).
Com o tempo os lojistas conseguiram dar uma interpretação positiva ao termo que se referia às lojas voltarem a operar no “azul”, ou seja, voltarem a ter lucros. Então, a Black Friday passou a ser sinônimo de lucro e dinheiro em caixa para futuros investimentos. é bem verdade, por outro lado, que o período das festas de fim de ano corresponde ao maior porcentagem de gastos de consumo do ano inteiro.
A Black Friday de 2018 superou as expectativas
Na quinta e sexta-feira, o faturamento total da Black Friday 2018, entre e-commerce e lojas físicas, foi de R$3,44 bilhões de reais, um aumento de 19,7% em relação ao faturamento de 2017. Além disso, o número de pedidos cresceu 13%, pouco mais de 5,3 milhões. Considerando apenas as vendas online, o aumento foi de 23%, se comparado a 2017, com um faturamento R$2,6 bilhões.
Ano passado, o fim de semana pós Black Friday também foi muito positivo para o e-commerce brasileiro. De acordo com a Ebit( empresa que mede a reputação das lojas virtuais por meio de pesquisas com consumidores reais), o comércio online faturou, no sábado e domingo, R$ 950 milhões de reais. Comparando com 2017, o valor representa um aumento de 30,4%. Somando os dados de vendas de quinta a domingo, em 2018, o faturamento final do e-commerce ultrapassou os R$ 3,55 bilhões de reais, um aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2017. A Ebit acredita que o bom resultado não é devido apenas a qualidade dos produtos, das estratégias de vendas, da tecnologia empregada e força humana das lojas mas, também, por parte dos consumidores, uma melhoria considerável na conectividade, a influência das redes sociais e uma maior confiança dos potenciais compradores na veracidade dos descontos oferecidos.

Mas o que é a Black Friday no Brasil?
A Black Friday consolidou-se em nosso país em 2011, principalmente no mercado das lojas virtuais, os e-commerces. No Brasil, a loucura começou com os consumidores animados com a vinda da Black Friday ao nosso país quando, de fato, surgiu uma enorme capacidade de se oferecer descontos agressivos e não vistos em outras épocas do ano.
Após cair nas graças do povo brasileiro, a Black Friday passou por um período de desconfiança, onde foi questionada sobre a veracidade dos seus descontos. Mas fiquem tranquilos, pois o sucesso do comércio digital é cada vez maior a cada ano, tendo em conta o grande aumento no número de pedidos. Só para se ter uma ideia, em 2018, segundo dados da Ebit, foram mais 4,2 milhões de pedidos online, mais de 13% que o registrado em 2017. O número de consumidores também foi maior cerca de 9%, com mais de 2,4 milhões de pessoas que compraram utilizando os e-commerces.
Esse blog é top, com muitas dicas inteligentes e práticas.
CurtirCurtido por 1 pessoa